ORIENTAÇÕES PARA OS TRABALHOS E COLABORADORES EM GERAL
1. Recomendações pessoais.
a) Procurar ter elevação moral: seriedade, modéstia e abnegação.
b) Ter conhecimento da doutrina e atualizar-se permanentemente.
c) Procurar participar ativamente de, pelo menos, um grupo de estudos.
d) Adotar como norma o Culto do Evangelho no Lar, sem manifestação mediúnica.
e) Ter assiduidade, pontualidade e disposição para o trabalho.
f) Alimentar-se frugalmente no dia da reunião.
g) Abster-se de fumo, álcool e tóxicos.
h) Cuidar da higiene pessoal e da discrição no vestir.
1.2. Aos dirigentes de reuniões mediúnicas.
a) Ter conhecimento da Doutrina Espírita e dos mecanismos da mediunidade, bem como conhecimentos gerais. Atualizar permanentemente os seus conheci-mentos.
b) Ter clareza e facilidade de expressão, favorecendo o diálogo com os médiuns e com os espíritos.
c) Ter facilidade para formar equipes e ter substitutos eventuais.
d) Ter equilíbrio emocional, segurança, cordialidade e companheirismo.
e) Ter espírito de observação, análise, disciplina e liderança.
f)
Esforçar-se
para exemplificar o que prega.
1.3. Aos passistas.
a) Não tocar no paciente.
b) Não aconselhar durante os passes.
c) Não transmitir o passe incorporado.
d) Evitar exibicionismo, ruídos, gestos bruscos, etc.
e) Não deve e não precisa tomar passe na mesma reunião.
f) Deve participar da reunião expositiva que antecede ao passe.
g)
Seguir
as orientações da casa quanto à forma de aplicação do passe.
1.4. Aos expositores da doutrina.
a) Inteirar-se da escala e preparar antecipadamente o tema a ser abordado.
b) Procurar ter clareza e facilidade de expressão.
c) Ter equilíbrio emocional, segurança, disciplina e cordialidade.
d) Observar os horários de início e término.
e) Esforçar-se para exemplificar o que prega.
f) Ater-se às obras espíritas recomendadas pelo movimento espírita.
g) Providenciar substituição nos impedimentos.
h)
Dar
avisos e informar sobre os trabalhos e eventos nas reuniões públicas.
1.5. Aos membros de equipes de atendimento fraterno.
a) Conhecer todas as atividades do CEEFA e suas propostas.
b) Saber tratar as pessoas com generosidade, simpatia, brandura, indulgência e segurança.
c) Reconhecer os que chegam pela primeira vez, tomando a iniciativa da aproximação.
d) Abster-se de dar opiniões pessoais, pautando-se sempre nos princípios doutrinários.
e) Administrar bem o tempo para atender a todos.
f) Manter sigilo sobre as consultas realizadas.
2. Recomendações quanto aos grupos de estudos.
2.1. Coem 1 (Estudo Básico da Doutrina Espírita).
a) Aberto a todos os interessados em conhecer a Doutrina Espírita.
b)
Ter freqüência mínima de cinqüenta por cento para ingresso
no COEM 2.
2.2. Coem 2 (Estudo da mediunidade).
a) Participarão do Coem 2 os indicados pelo coordenador do Coem 1 ao final de cada período.
b) Outros participantes a critério do coordenador.
c)
Ter
freqüência mínima anual de oitenta por cento, nas aulas práticas e
teóricas para conclusão.
2.3. ESDE (Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita).
a) Podem participar do ESDE todos os colaboradores da casa e os que concluíram o pelo menos o Coem 1.
b)
Casos
especiais deverão ser de responsabilidade da Comissão Doutrinária.
3. Recomendações quanto às reuniões de prática mediúnica, inclusive de desobsessão.
3.1. Qualidades do dirigente de reunião mediúnica.
a) Ter conhecimento da Doutrina Espírita e dos mecanismos da mediunidade, bem como atualiza-los permanentemente.
b) Ter clareza e facilidade de expressão, favorecendo o diálogo com os médiuns e com os espíritos.
c) Ter facilidade para formar equipes e ter substitutos eventuais.
d) Ter equilíbrio emocional, segurança, cordialidade e companheirismo.
e) Ter espírito de observação, análise, disciplina e liderança.
f)
Esforçar-se
para exemplificar o que prega.
3.2. Funções e atitudes do dirigente de reunião mediúnica.
a) Demonstrar confiança e simpatia ao grupo e aos espíritos.
b) Estar atento ao trabalho, sem estar incorporado.
c) Ter disciplina, observar os horários de início e de término da reunião, bem como a distribuição das tarefas.
d) Não assumir todas as atividades, mas dividi-las, para que todos os membros do grupo participem de alguma forma. Exemplo: prece de abertura, prece de encerramento, leitura de uma página, irradiação, diálogo com os espíritos, etc. De preferência, para cada parte do trabalho designar uma pessoa diferente em cada reunião.
e) A doutrinação deve ser com amor, energia e imparcialidade.
f) Dialogar com os espíritos permitindo-lhes que desabafem seus problemas.
g) Não se deixar vencer pela curiosidade, dissecando os problemas do espírito.
h) Agir com bondade, paciência e compreensão para com os médiuns e com os espíritos.
i) Analisar as comunicações, com o grupo, sempre que possível, logo após o encerramento da reunião para sanar as dificuldades e corrigir as falhas de maneira discreta.
j) Pedir paciência e perseverança aos componentes do grupo, caso não se obtenham os resultados previstos.
k) Evitar comunicações simultâneas.
l)
Não
permitir a participação de pessoas não credenciadas segundo o item
3.3 ou sem autorização do coordenador.
3.3. Observações quanto à seleção dos médiuns.
a) O candidato deve ter participado de estudos prévios do COEM 1 (Programa Básico de Doutrina Espírita) e do COEM 2 (Estudo da mediunidade).
b) A seleção será feita pelo coordenador do COEM 2, juntamente com a comissão doutrinária.
c) Em hipótese alguma fazer a seleção baseada em perturbação mediúnica ou preferências pessoais.
d)
Casos
especiais deverão ser de responsabilidade da Comissão Doutrinária.
3.4. Pessoas impedidas de participar.
a) Obsidiados e doentes mentais.
b) Crianças.
c) Com esgotamento físico ou com doenças infecto-contagiosas.
d) Estranhas, que não participem dos programas da casa.
e) Com curiosidade vã.
f) Submetidas a viciações (álcool, drogas, etc.).
g) Que se ausentem da casa por mais de dois meses. Para o seu retorno, deverá participar durante, no mínimo um mês das reuniões públicas (passes).
h)
Em
desequilíbrio emocional, espiritual ou físico.
3.5. Condições mediúnicas favoráveis à comunicação dos espíritos.
a) Bem estar físico e psíquico.
b) Confiança no grupo e no dirigente.
c) Boa concentração.
d) Elevação de propósitos.
e) Assiduidade e disposição para o trabalho.
f) Educação mediúnica.
g)
Afinidade
dos membros do grupo.
3.6. Desenvolvimento da reunião de prática mediúnica.
a) Palestra - 30 minutos
b) Leitura, prece e irradiação - 10 a 15 minutos.
c) Psicografia - 10 a 15 minutos.
d) Intercâmbio mediúnico - 40 a 45 minutos.
e) Encerramento - 5 minutos.
f)
Comentários.
A duração total será de, no máximo, duas horas.
3.7. Recomendações adicionais específicas para as reuniões de desobsessão.
a) O encaminhamento de nomes para desobsessão será de responsabilidade da equipe de avaliação prévia de atendimento fraterno, salvo casos excepcionais.
b) Em hipótese alguma admitir o obsidiado nas reuniões de desobsessão.
c)
Orientar
tanto o obsidiado quanto seus familiares que, dentro do possível,
participem das reuniões de passes e façam o Culto do Evangelho no
Lar.
4. Recomendações quanto às reuniões de fluidoterapia.
4.1. Desenvolvimento da reunião.
a) Abertura com prece e avisos gerais (indicação de todas as reuniões da casa e programação de eventos especiais).
b) Palestra doutrinária ( 30 minutos).
c) Prece de encerramento.
d)
Encaminhamento
aos passes.
4.2. Cuidados que devem ser observados pelo passista.
a) Ter pensamentos elevados, obtidos através da prece, meditação e leituras sadias, bem como conscientizar-se da tarefa.
b) Ter humildade e desejo de auto-doação.
c) O passe deve ser transmitido com simplicidade, evitando-se a gesticulação exagerada, a respiração ofegante, o bocejo, ruídos, gestos bruscos e o toque direto no paciente.
d) Não aconselhar durante os passes.
e) Não atender a pedidos de orientação ou consultas formuladas pelos enfermos, na hora prevista para a aplicação dos passes.
f) Não transmitir o passe mediunizado.
g) O passista não precisa e não deve tomar passe na mesma reunião.
h) Deve ser encaminhado pelo coordenador do COEM ou pela comissão doutrinária.
i) Ter, no mínimo, condições satisfatórias de saúde.
j) Cuidar para que o paciente não fique mediunizado e, se isto ocorrer, ter discrição e serenidade.
k)
Deve
participar da reunião expositiva que antecede ao passe.
4.3. Pessoas impedidas de colaborar nas reuniões de fluidoterapia (passes).
a) Pessoas em desequilíbrio emocional ou espiritual.
b) Pessoas sem condições satisfatórias de saúde.
c)
Pessoas
fumantes ou com outras viciações.
5. Recomendações quanto à caravana de visita a lares de enfermos.
5.1. Desenvolvimento.
a) Leitura e prece antes do início das atividades.
b)
Em
cada lar: prece, leitura, comentários, passes e prece.
5.2. Cuidados que devem ser observados pelos caravaneiros.
a) Cada grupo deverá ter, no mínimo, dois componentes.
b) O passe deve ser transmitido somente aos enfermos impossibilitados de comparecerem ao Centro. Aos demais familiares recomenda-se a freqüência ao Centro.
c)
Observar
todas as recomendações do item 4.2.
6. Recomendações quanto ao atendimento fraterno.
6.1. Quanto à avaliação.
a) O atendimento deverá ser feito por, no mínimo, duas pessoas.
b) Restringir-se à avaliação e, se necessário, fazer um aconselhamento preliminar (até 15 minutos).
c) Se necessário já relacionar o nome para irradiações.
d) Marcar reavaliação de 4 a 6 semanas após.
e)
Observar
o que consta do folheto: Como
fazer, volume 1, editado pela FEP.
6.2. Quanto ao aconselhamento.
a) É recomendável que o atendimento se dê em dupla de trabalhadores, um de cada sexo.
b)
Observar
o que consta do folheto: Como
fazer, volume 1, editado pela FEP.
7. As atividades de Assistência e Promoção Social e reuniões destinadas à Infância e à Juventude serão objeto de orientações específicas.
Estas orientações foram elaboradas com a participação de todos os trabalhadores da casa, em reuniões realizadas em agosto e setembro de 2000.